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Louvado seja Deus!


bons que, procurando ser extremamente gentis com homens maus, causam grande dano a toda a igreja".
Home Comentários Bíblicos 1 JOÃO 5,16 – O PECADO PARA A MORTE

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Por: Helio Clemente

 

1 João 5,16: “Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue”.

Veremos abaixo um comentário de John Gill a respeito do verso acima: Qual o pecado que jamais será perdoado? Jesus se refere a ele e também o apóstolo João em sua primeira carta. Em seu comentário, Gill esclarece a natureza deste pecado.

John Gill:

Existe um pecado para a morte, que não é unicamente merecedor da morte, como todos os outros pecados, mas que indica certa e inevitavelmente a morte para todos os que o cometem, sem exceção. Este é o pecado contra o Espírito Santo, que não será perdoado nesta vida nem na vida do porvir e com certeza será para a morte eterna.

Este é um pecado deliberado, não de uma forma prática, mas em sentido doutrinário depois que um homem tenha recebido o conhecimento da verdade. É uma negação deliberada da verdade do Evangelho, especialmente a de que a paz, perdão, justiça, vida eterna, e salvação, são unicamente por Jesus Cristo e não pela capacidade do homem, e isso é feito com malícia e obstinação.

O que Gill está dizendo aqui? Ele está simplesmente atribuindo à doutrina do livre-arbítrio o pecado imperdoável. Isto faz todo o sentido, pois desta forma, o homem atribui a si mesmo a operação do Espírito na preservação da salvação, o que dá na mesma que atribuir os atos do Espírito a outros espíritos vulgares,  a mente do homem não é espiritual?

 

Surpreendente? Isto somente nos surpreende porque não avaliamos as coisas com a devida profundidade: Negar ao mesmo tempo, a predestinação divina, a suficiência do trabalho de Cristo e a operação do Espírito na preservação da salvação seria coisa de somenos importância?

 

Hebreus 6,4-6: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus e expondo-o à ignomínia”.

O que resta após este pecado? Não resta nada, não há mais outro sacrifício para tal pecado, não há nada além de certa expectação horrível de ira e fúria a cair sobre estes opositores do evangelho, e como os pecadores presunçosos morreram sem misericórdia ao rejeitar a lei de Moisés, de tal modo devem estes pecadores maliciosos morrer diante do Evangelho.

Hebreus 10,28-29: “Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?”.

 

Alguns comentaristas pensam que há neste verso em referência uma alusão a um dos tipos de excomunhão entre os judeus, chamado "shammatha", cuja etmologia, segundo alguns escritores judeus, é htym - a morte".

“Por esse não digo que rogue”

 

O apóstolo não proíbe expressamente orar pelo perdão deste pecado, mas o que ele diz é que não há valor nesta oração, ele não dá nenhum incentivo para este pecado ou qualquer esperança de sucesso, mas exatamente o contrário.

Gill cita os versos na Carta aos Hebreus abaixo para confirmar suas afirmações até aqui. Assim sendo, podemos deduzir, sem possibilidade de engano, que o pecado no verso abaixo é o desvio doutrinário referido no início do comentário – este é o pecado para a morte: A negação do evangelho de Jesus Cristo, onde o homem atribui a si mesmo o poder de salvação.

Hebreus 10,26-27: “Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários”.

Certamente, onde este pecado é reconhecido, ou pode ser reconhecido, não deve receber oração, porque é irremissível. Quando ele não pode ser reconhecido, deve-se agir com cautela (até que ele seja reconhecido).

Neste último parágrafo, o apóstolo, seguindo Jesus, proibe o julgamento hipócrita, todavia, quando o pecado é reconhecido ele deve ser tratado com todo o rigor, a despeito de qualquer outra consideração – o julgamento pela reta justiça.

 

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