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Agostinho: "Assim como somente o Filho de Deus se fez Filho do Homem para que consigo nos fizesse filhos de Deus, assim também por nós somente ele sofreu castigo sem maus merecimentos, a fim de que, através dele, sem bons merecimentos, conseguíssemos graça que não nos era devida". |
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A justiça de Deus Por: Helio Clemente
a santidade DE DEUS SE MANIFESTA ATRAVÉS DE SUA JUSTIÇA
A justiça de Deus é derivada de sua santidade e não existe lei moral ou padrão superior a Ele para que seja julgado, Ele é perfeito e eterno, mas, para o homem a lei moral foi revelada na Escritura. Deus e o homem estão em dois extremos infinitamente distantes: Um Deus eterno e perfeito que odeia o pecado e o homem pecador, depravado e incapaz de cumprir a Lei de Deus. Este impasse foi resolvido por Deus antes da criação do mundo, quando definiu não apenas os que seriam salvos, mas também a forma da salvação através do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo e a aplicação e operação desta salvação através do Espírito; assim a ira de Deus foi propiciada por seu próprio Filho, satisfazendo plenamente a justiça divina no lugar de seus eleitos; quanto aos réprobos, a justiça reserva a ira de Deus no julgamento final. Isaías 45,21: “Declarai e apresentai as vossas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim”. Existe uma diferença entre a justiça governativa, que tem abrangência universal no plano divino, e a justiça distributiva, pela qual Deus concede recompensas e inflige castigos aos homens em sua vida terrena. Mas, tanto a justiça governativa quanto a justiça distributiva nada têm a ver com o mérito próprio das criaturas, mas somente com as determinações eternas de Deus. Deuteronômio 32,4: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto”.
A justiça governativa ou rectoral:
A justiça rectoral é aquela pela qual Deus impõe aos homens uma lei justa que obriga o cumprimento a todos estes homens em todos os tempos da humanidade sem exceção e independente do conhecimento da lei. Pelo estabelecimento da Lei, Deus assume o governo total e absoluto do universo, sendo o seu domínio sobre o bem e o mal; não existe outro poder no universo além de Deus. Isaías 45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”. A justiça distributiva ou remunerativa:
- A justiça remunerativa:
Pela qual Deus distribui recompensas a todos os homens durante sua vida terrena, sejam eles eleitos ou réprobos, justos ou ímpios, não conforme o mérito de cada um, pois ninguém possui mérito perante Deus, mas conforme sua vontade e propósito. Mateus 5,45: “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos”.
Desta forma, uma pessoa ímpia pode ser recompensada e receber muitas bênçãos nesta vida, enquanto um filho de Deus pode receber, pela disciplina do Criador, doenças e dificuldades sem causa ou razão aparente aos homens, mas a bíblia diz que os justos serão recompensados no dia do Juízo Final. Salmo 58,11: “Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra”. - A justiça punitiva:
A justiça punitiva é a justiça vindicativa de Deus, não se refere à disciplina e correção de seus filhos, mas à punição e castigo dos réprobos, incluindo o inferno de fogo após a morte. Jó 41,11: “Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu”. BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTAS 53 A 56
PERGUNTA 53: Qual é o terceiro mandamento? RESPOSTA: O terceiro mandamento é: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar em vão o nome do Senhor seu Deus”.
O nome de Deus: O nome de Deus tem uma conotação abrangente, refere-se não somente à designação pessoal, mas a todas as coisas por meio das quais se faz conhecido. O mandamento, pois, se refere principalmente ao uso do nome de Deus.
Na antiguidade o nome da pessoa revelava muito mais que seu uso atual, o nome era representativo de todas as circunstâncias que envolviam a pessoa, na língua hebraica, particularmente, o nome é usado com o sentido de revelação da essência e atributos pessoais, por este motivo o nome de Deus era considerado impronunciável pelos hebreus.
BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER – PERGUNTA 49 a 52
PERGUNTA 49: Qual é o segundo mandamento?
RESPOSTA: O segundo mandamento é: “Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma de tudo que há em cima no Céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa alguma que haja nas águas, debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor teu Deus, o Deus zeloso, que vinga a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e que usa de misericórdia com milhares daqueles que me amam e que guardam os meus preceitos”.
Jeremias 3,9: “Sucedeu que, pelo ruidoso da sua prostituição, poluiu ela a terra; porque adulterou, adorando pedras e árvores”.
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